BANDA MOLE
Reunidos
no Clube Literário Piscina, num domingo de 1974, os amigos
Carlos Alberto Jambeiro (“Dentista”) e James, na casa dos
30 anos, resolveram reviver o Carnaval de Rua de outros tempos.
Na
época, o desfile competitivo dominava o cenário carnavalesco
de Guaratinguetá. Outro motivo era ocupar o Sábado de Carnaval,
que não contava com nenhum evento programado.
“Queríamos,
pelo menos em um dia em Guaratinguetá, a volta do Carnaval
espontâneo. Sem competição, sem regras, sem pagamento algum,
só alegria e diversão”, lembra Carlucho.
Um
ano depois do primeiro desfile, a Banda Mole incorporou em
seu time, um “atacante de peso”: o músico, compositor, arranjador,
produtor e publicitário Flávio Augusto.
Exagero
ou não, a Banda Mole é notável por diversas características,
que mantém entre os principais destaques do Carnaval
do Vale do Paraíba. A partir da experiência dos foliões em
Guaratinguetá, nasceram no início da década de 80, “Bandas
Moles” de Santos, Belo Horizonte e Maringá.
Característica
interessante é ela não ter corpo direto, não ter associado
e não envolver e nem ser envolvida por nenhuma espécie de
transição comercial. ”Ninguém ganha dinheiro com a Banda Mole.
Ao contrário, “nós descascamos o nosso bloco” para que ela
saia legal”, brinca Carlinhos Letrão.
Apesar
de ter muita força, a Banda Mole também não incorporou em
sua participação no Carnaval, nenhum traço ideológico político-partidário. “Não defendemos ninguém. Somos livres. Nossa
proposta é curtir o Carnaval”, salienta
Carlucho.
HINO
DA BANDA MOLE :
Autores:
Tupi e Flávio Augusto
Eu
vou vestir a minha fantasia,
Porque hoje é dia
de Carnaval.
A alegria no meu
“corpo mole”,
E na Banda Mole,
eu vou festejar !
Eu tomei tudo que
tinha direito,
Hoje eu aproveito
e vou abusar.
Não tenho hora pra
chegar em casa,
Porque hoje é livre
o meu alvará.
Vem
cá menina, vem cá ...
Vem cantar, balançar.
Vem rebolar nesta
Banda,
Que aqui tem lugar.
Atrás
da banda, pulando
Vai gostar quem
vier
Até mulher vira
homem
E homem vira mulher